Antônia
No interior isolado de São Paulo, no século XIX, um casal de idosos vive em um sítio remoto, levando uma vida simples e devota. Tudo desmorona quando a varíola leva sua filha e neta, deixando apenas o silêncio, a ausência e a decomposição. Diante de uma dor insuportável, o casal vê sua fé, antes sólida e inabalável, apodrecer lentamente. O filme é inteiramente colorizado como uma fotografia antiga em preto e branco, pintada à mão — desbotada, rachada e corroída pelo tempo — criando uma experiência visual única que reflete a decomposição da fé, do amor e da própria vida. Reconhecido como uma obra de arte cinematográfica de medo e tristeza, este filme é um mergulho profundo no luto, no isolamento e no colapso das certezas espirituais diante de uma perda esmagadora. Uma poesia visual sobre a morte, o desespero e a lenta erosão daquilo que um dia fez sentido.